Partindo-se
do pressuposto do qual criança não nasce bandida e se apoiando na filosofia hermética
de Jean-Paul Sartre, onde a essência
do homem é não ter essência, a essência do homem é algo que ele próprio
constrói, ou seja, a História. “A existência precede a essência”; nenhum ser
humano nasce pronto, mas o homem é, em sua essência, produto do meio em que
vive, construído a partir de suas relações sociais. Com isto, sabemos assim que
a convivência das crianças com o seu meio, alicerçado por deficiência notória de
falta de alimentação, moradia decente, educação, saúde e cultura, nos concebe
deste prematuro desastre um jovem adolescente bastante problemático, pelo qual,
irá ofertar a vida, obviamente o que lhes deram até então.
Por
isso, que não se deve jogar os jovens problemáticos em instituições prisionais
como forma de solucionar a problemática inicial em sua vida; deve-se sim,
promover-lhe a educação condizente aos parâmetros sociáveis exigíveis na
comunidade atual. A partir daí, o jovem irá paulatinamente se educar, se
profissionalizar e ramificar-se suas amizades pautadas no ceio da educação;
principalmente se a escola for em tempo integral; com isto, o crime organizado perde
adeptos e a sociedade ganha homens que foram produtos do estado forte e
atuante.

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