sábado, 4 de julho de 2015

Fazer o bem sem olhar a quem, a quem?

A humanidade chegou ao consenso atual que é através da prática do bem que o ser humano se eleva espiritualmente e quiçá, materialmente, a vista disso, são as entidades filantrópicas que povoam as mentes europeias e americanas; entretanto, ciente somos que tais entidades internacionais atuam sob extrema ética e a égide do bem, prova disto é o sucesso dos “Médicos sem Fronteiras” que atua em todas as catástrofes do mundo, como também bombeiros, e ativistas que independentes se solidarizam com os carmas humanos.
            Sem generalizar, os brasileiros também comungam desta mesma concepção: fazer o bem, sem olhar a quem, embora, a maioria destes “filantropos” brasileiros estão à serviço de seus próprios interesses, materiais, políticos e estritamente financeiros. Em Rondônia, a secretaria de ação social mantém uma estrutura voltada para ofertar recursos e apoios financeiros e educacionais àqueles que estão dispostos a fazer o bem, mas, na prática, o que notamos são entidades que recebem recursos do erário e que estão coligadas a políticos ou pessoas com interesses meramente financistas.

            Desta forma a intenção da qual seria benéfica fica prejudicada, pois o materialismo e os desejos sórdidos de pessoas inescrupulosas sobressaem aqueles que fazem o bem sem apoio do erário; neste enfoque, o brasileiro internacionalmente é tido como um povo de “jeitinho”, sem escrúpulo e outros adjetivos análogos depreciativos; ou os comandantes políticos mudam ou o Brasil fica de fora da maré internacional do bem... e credibilidade filantrópica é a exigência imprescindível para qualquer atributo de parcerias, negócios e expressão visual.

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