Nesta
segunda-feira, os ônibus coletivos da cidade de Porto Velho trabalham em
quantidade reduzida da sua normalidade diária; os funcionários das empresas de
ônibus, leia-se motoristas e cobradores, anunciaram uma greve em vistas de
pleitearem melhores condições de trabalhos e reparação salarial quantos as
percas inflacionais dos últimos anos. Nos bastidores, sabe-se que as duas
entidades de classe e seus diretores da SITETUPERON e SET são ligados por
interesses análogos aos proprietários das empresas de ônibus, e que por sua vez
enfrentam demandas de desapropriação pela Prefeitura de Porto Velho de seus
monopólios.
O TRT – Tribunal Regional do
Trabalho - já se pronunciou quanto a greve e concedeu liminar ao MPT-RO –
Ministério Público do Trabalho – impondo multa diária de até R$ 100 mil aos
sindicatos, caso os ônibus não circulem em até 80% de sua frota. Não obstante
sabermos que é livre no Brasil a realização de greve, por ser um direito
constitucional do trabalhador, no entanto, esta arma prega a desunião, o
conflito e a imposição de normas arbitrárias pelas vias indiretamente extorsivas,
embora saibamos também que as próprias empresas de ônibus estão por trás desta
famigerada greve para se vingar da administração municipal, já que perderam as
suas concessões.
Por outro lado, faltou dinâmica de
gestão aos administradores da capital rondoniense, pois já era tempo em ter
outros meios de transportes operando em anexo as empresas de ônibus, como Vans,
micro-ônibus e taxi-lotação em Porto Velho, com isto, sob a égide da concorrência,
haveria de prestar serviços mais qualificados a população da cidade como
transportes limpos, com ar-condicionados e em maior quantidade, para a locomoção
mais rápida desta que é a população mais sofrível do Brasil. No final das contas
quem vai pagar o preço são os habitantes, dentre estes os micro-empresários que
neste momento estão utilizando-se de seus veículos para transportar seus
funcionários aos seus estabelecimentos comerciais, sob pena de fecharem as
portas...

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