segunda-feira, 6 de julho de 2015

O dia em que Porto Velho parou!

Nesta segunda-feira, os ônibus coletivos da cidade de Porto Velho trabalham em quantidade reduzida da sua normalidade diária; os funcionários das empresas de ônibus, leia-se motoristas e cobradores, anunciaram uma greve em vistas de pleitearem melhores condições de trabalhos e reparação salarial quantos as percas inflacionais dos últimos anos. Nos bastidores, sabe-se que as duas entidades de classe e seus diretores da SITETUPERON e SET são ligados por interesses análogos aos proprietários das empresas de ônibus, e que por sua vez enfrentam demandas de desapropriação pela Prefeitura de Porto Velho de seus monopólios.
            O TRT – Tribunal Regional do Trabalho - já se pronunciou quanto a greve e concedeu liminar ao MPT-RO – Ministério Público do Trabalho – impondo multa diária de até R$ 100 mil aos sindicatos, caso os ônibus não circulem em até 80% de sua frota. Não obstante sabermos que é livre no Brasil a realização de greve, por ser um direito constitucional do trabalhador, no entanto, esta arma prega a desunião, o conflito e a imposição de normas arbitrárias pelas vias indiretamente extorsivas, embora saibamos também que as próprias empresas de ônibus estão por trás desta famigerada greve para se vingar da administração municipal, já que perderam as suas concessões.

            Por outro lado, faltou dinâmica de gestão aos administradores da capital rondoniense, pois já era tempo em ter outros meios de transportes operando em anexo as empresas de ônibus, como Vans, micro-ônibus e taxi-lotação em Porto Velho, com isto, sob a égide da concorrência, haveria de prestar serviços mais qualificados a população da cidade como transportes limpos, com ar-condicionados e em maior quantidade, para a locomoção mais rápida desta que é a população mais sofrível do Brasil. No final das contas quem vai pagar o preço são os habitantes, dentre estes os micro-empresários que neste momento estão utilizando-se de seus veículos para transportar seus funcionários aos seus estabelecimentos comerciais, sob pena de fecharem as portas...

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