.....É por conta do Pop que as pessoas se resguardam do que outrora foram, ou seja, concentram todos os seus anseios e desejos de uma época vivida há tempos cujas emoções dadas são representadas por objetos relacionados com ídolos da música, cinema, histórias em quadrinhos etc. | |
.....Em todas as coisa materiais que se fizeram presentes no tempo em que a pessoa sentiu uma forte emoção, ou que marcou uma fase da própria vida que se tem todo um resguardo nostálgico e particular, que só tem valor mensurado à pessoa que nesse ou naquele objeto se identifica, enquanto para outros, não passa de objeto antigo. .....É nesse sentido que as casas de leilões lucram milhões e milhões em dinheiro vivo, pois, é esse o sistema que recolhe os objetos não mais representativos para uns (seja por um motivo ou outro, como por exemplo, mudança de filosofia de vida e ou necessidade de dinheiro rápido) e os repassam para outros que ainda não mudaram suas concepções de vida e nem menos precisam de dinheiro, pelo contrário, no ultimo caso, se paga o que se pedir.
.....Mas quanto vale a nostalgia?
.....Assim sendo, nessa perspectiva, pode-se dizer que o Pop não é coisa descartável. Foi desde vinte anos atrás que a prática de colecionar souvenires Pops trouxe ao mercado o valor da individualidade psicológica das pessoas em relação ao que foram em determinado tempo de suas próprias vidas. Hoje o mercado dita o preço da nostalgia, no entanto, nada ainda muda em relação à temática que, aos olhos dos psicólogos, passou a ser um mercado que mede a interatividade da pessoa em seu meio ambiente social refletido no novo mundo consumista. É nesse novo mundo consumista que as pessoas transferem seus anseios e desejos e os refletem em algo que está em evidência social de época, ou seja, em algo que a indústria do consumo criou para angariar rios de dinheiros e que, por conseguinte, acabou em criar um escape psicológico para as pessoas então fugirem de suas realidades, se auto transportando para o mundo dado pelo Pop.
.....Esses souvenires são objetos que fizeram parte de filmes, que foram partes ou coisas coadjuvantes para criação de obras de artes, livros, discos etc., que pertenceram a tal e tal artista, político, cientista etc., no entanto, não estão à venda do modo convencional, mas em mãos de pessoas que os possuem e neles guardam sua representação nostálgica do que um dia foi ou sentiu em si mesma de tal forma que a marcou e faz carregar consigo, no decurso do tempo, o que só revive idolatrando tal souvenir. Todavia, como dito, essas pessoas podem mudar suas concepções de vida e ou necessitar (por um motivo ou outro) de dinheiro e é nesses souvenires que o valor é dado porque, tal como é uma relíquia para o dono, é uma relíquia para outra pessoa qualquer que tenha tido, em época do dito souvenir, emoção representativa igual.
.....Mesmo assim, o próprio mercado de consumo coloca valor nesses objetos tão incalculável para aquele que o detém, mas precisa se desfazer. Por exemplo, uma pessoa que viveu no auge dos idos da década de 60 e 70 e viveu uma luta interior na procura da liberdade individual, cuja bandeira era a rebeldia jovial, consegue uma jaqueta usada por John Lennon dessa época, ou o primeiro protótipo de Yoda de Guerra nas Estrelas, ou a guitarra usada Jimi Hendrix em Woodstock etc., não dita por quanto quer vender sua parte da vida, mas aceita o que alguém mais paga e, por conseguinte, a posse de uma parte do que já foi a vida.
.....Por outro lado, há as pessoas que pagam o que se pede por uma dessas coisas, trazendo pra si um altar do passado, contudo, de uma forma ou outra, o Pop é um escape, uma fuga da realidade na qual vive. E tem seu valor pecuniário...
(Um Cavaleiro Templário)
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
.POP:.....Qual o valor da nostalgia individual?
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