segunda-feira, 17 de junho de 2013

.POP:.....Qual o valor da nostalgia individual?





.....É por conta do Pop que as pessoas se resguardam do que outrora foram, ou seja, concentram todos os seus anseios e desejos de uma época vivida há tempos cujas emoções dadas são representadas por objetos relacionados com ídolos da música, cinema, histórias em quadrinhos etc.
 

.....
Em todas as coisa materiais que se fizeram presentes no tempo em que a pessoa sentiu uma forte emoção, ou que marcou uma fase da própria vida que se tem todo um resguardo nostálgico e particular, que só tem valor mensurado à pessoa que nesse ou naquele objeto se identifica, enquanto para outros, não passa de objeto antigo.
.....É nesse sentido que as casas de leilões lucram milhões e milhões em dinheiro vivo, pois, é esse o sistema que recolhe os objetos não mais representativos para uns (seja por um motivo ou outro, como por exemplo, mudança de filosofia de vida e ou necessidade de dinheiro rápido) e os repassam para outros que ainda não mudaram suas concepções de vida e nem menos precisam de dinheiro, pelo contrário, no ultimo caso, se paga o que se pedir.
.....Mas quanto vale a nostalgia?
.....Assim sendo, nessa perspectiva, pode-se dizer que o Pop não é coisa descartável. Foi desde vinte anos atrás que a prática de colecionar souvenires Pops trouxe ao mercado o valor da individualidade psicológica das pessoas em relação ao que foram em determinado tempo de suas próprias vidas. Hoje o mercado dita o preço da nostalgia, no entanto, nada ainda muda em relação à temática que, aos olhos dos psicólogos, passou a ser um mercado que mede a interatividade da pessoa em seu meio ambiente social refletido no novo mundo consumista. É nesse novo mundo consumista que as pessoas transferem seus anseios e desejos e os refletem em algo que está em evidência social de época, ou seja, em algo que a indústria do consumo criou para angariar rios de dinheiros e que, por conseguinte, acabou em criar um escape psicológico para as pessoas então fugirem de suas realidades, se auto transportando para o mundo dado pelo Pop.
.....Esses souvenires são objetos que fizeram parte de filmes, que foram partes ou coisas coadjuvantes para criação de obras de artes, livros, discos etc., que pertenceram a tal e tal artista, político, cientista etc., no entanto, não estão à venda do modo convencional, mas em mãos de pessoas que os possuem e neles guardam sua representação nostálgica do que um dia foi ou sentiu em si mesma de tal forma que a marcou e faz carregar consigo, no decurso do tempo, o que só revive idolatrando tal souvenir. Todavia, como dito, essas pessoas podem mudar suas concepções de vida e ou necessitar (por um motivo ou outro) de dinheiro e é nesses souvenires que o valor é dado porque, tal como é uma relíquia para o dono, é uma relíquia para outra pessoa qualquer que tenha tido, em época do dito souvenir, emoção representativa igual.
.....Mesmo assim, o próprio mercado de consumo coloca valor nesses objetos tão incalculável para aquele que o detém, mas precisa se desfazer. Por exemplo, uma pessoa que viveu no auge dos idos da década de 60 e 70 e viveu uma luta interior na procura da liberdade individual, cuja bandeira era a rebeldia jovial, consegue uma jaqueta usada por John Lennon dessa época, ou o primeiro protótipo de Yoda de Guerra nas Estrelas, ou a guitarra usada Jimi Hendrix em Woodstock etc., não dita por quanto quer vender sua parte da vida, mas aceita o que alguém mais paga e, por conseguinte, a posse de uma parte do que já foi a vida.
.....Por outro lado, há as pessoas que pagam o que se pede por uma dessas coisas, trazendo pra si um altar do passado, contudo, de uma forma ou outra, o Pop é um escape, uma fuga da realidade na qual vive. E tem seu valor pecuniário...
(Um Cavaleiro Templário)