O
temor de ser preso a qualquer momento, cria-se um estado emocional e espiritual
negativo nos investigados por forças policiais; este é o sentimento no momento
que passam todos os empresários, executivos e políticos que tiveram contatos
comerciais com a Petrobras, e, via a operação “Lava Jato” são pautas de
comentários e suposições das autoridades investigativas. Há crime? Há sim! Embora
se saiba que a regra habitual no Direito pátrio seja investigar antes e prender
depois; neste momento brasileiro, as autoridades policiais e judiciárias que
estão à frente da “Lava Jato” estão realizando o contrário, prende-se antes e
investiga-se depois, mesmo que alguns investigados tenham depositados na
justiça seus passaportes, endereços fixos e empregos sólidos, mas, nem isto
adianta, o importante é a prisão preventiva como argumento em que os
investigados possam destruir provas, corromper testemunhas e sumir com os
recursos financeiros supostamente desviados, argumentos pelos quais,
partindo-se deste exórdio nota-se a total ineficiência da Polícia Federal
comparando-se a qualquer outra policia tupiniquim, já que, precisa-se de prisão
antecipada do individuo porque senão não conseguirá provas cabais para dar cabo
a sua missão, neste enfoque, subtende-se que a PF não tem peritos contábeis hábeis
para avaliar documentos, escutas fidedignas e mapear as transações comerciais
internacionais; assim, o mais fácil a título de penalização antecipada é
prender antes, julgar via mídia e consagrar-se como a melhor justiça do mundo
porque prendeu homens poderosos; isto leva-se a crer como aconteceu na idade
média, quando a Igreja católica, titular do poder inquisicional denunciava,
julgava e condenava a morte via fogueira acesa em praça pública cidadãos ricos,
por simples interesses em suas terras produtivas... sabe-se que no Brasil ninguém
é considerado culpado até o julgamento em última instancia, ou seja, até o
Supremo, STF.. Muda Brasil!

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