A ação diária que acontecia no
governo Sarney,
quando a inflação batia a casa dos 80%, em que os supermercados remarcavam os
preços dos produtos por até três vezes ao dia, voltou, e mostra que as remarcações
vão continuar. Os supermercados condicionam os aumentos dos preços a alta da
inflação e a diminuição dos lucros, e, em consequência disto os altos juros
cobrados pelos bancos.
Os mercados elevaram os preços em
66% de mais de 400 produtos que compõem o índice nacional de preços
ao consumidor; tópico usado pelo governo como referencia mercadológica. Por
sua vez, na prática, a inflação já ultrapassou os 4,5% estimado pelo governo,
e, o que garantem estes aumentos de preços nos principais produtos da cesta
básica.
Em Rondônia, a situação ainda é bem
pior, haja vista, que os fretes, a condição climática e a falta de crédito no
mercado fazem com que os produtos sejam sempre 30% mais caros que outros
estados brasileiros, e, a população mantém os mesmos salários de seus patrícios
no Brasil afora. Já há recessão sistêmica inserida na sociedade, razão pela
qual, alguns produtos foram retirados da cesta básica, ou trocados por outros
mais baratos. A Carne bovina, que sofreu um aumento consistente, está sendo
trocada por carne de franco, e até mesmo ovos de aves... Enquanto isto, na
terra do Nunca...

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