O
Jornalista exerce um papel fundamental na atual sociedade, de tão importante é esta
profissão, que tem amparo legal na legislação pátria, inclusive suas
prerrogativas estão na CLT e na carta magna (Art.220cf) e agora o congresso
trabalha em torno de legislação especifica quanto à matéria; Após a decisão do
STF – Supremo Tribunal Federal – em que qualquer pessoa pode ter o registo de
Jornalista, equiparado ao Jornalista com curso superior, com isto, o mercado
recebeu um tsunami de profissionais registrados no DRT – Delegacia Regional do
Trabalho – dos quais nem todos dotados de boas índoles, mas, este atributo é típico
de todas as profissões.
Em Rondônia, várias faculdades oferecem
o curso de Jornalismo, e, pelos quais são bastante procurados por jovens ávidos
em informar com ética a população; ética tal, que inclusive é pauta de grade
curricular destes cursos, onde se debate a relevância do caráter social da
profissão. A Uniron - Av. Mamoré,
Zona Sul de Porto Velho-RO – mantém um dos melhores cursos de jornalismo de
Rondônia, com professores extremamente aptos que exercem a profissão com excelência
no mercado; e por isto é uma faculdade que a cada ano recebe uma enormidade de
jovens visando o sucesso inerente a profissão de jornalista.
Mas a realidade é totalmente
diferente do que visualizam os jovens acadêmicos do curso de jornalismo, neste
mercado sobressaem apenas os mais fortes; só os tubarões sobrevivem, não é
lugar para foca! Porque em primeiro lugar, o jornalista depende de um bom
cartel de fontes, e estas, por sigilo profissional, ele jamais poderá revela-las;
segundo lugar, o mercado retraído e estagnado não se tem alocação plausível a
um profissional extremamente gabaritado, e por fim, a ética profissional do
jornalista é colocada a “cheque” – xeque – a todo o tempo; muito embora se
saiba que é extremamente difícil ser um jornalista independente já que este,
como qualquer outro profissional, carece de rendimentos para quitar suas contas
mensais, e para isto, é necessário trabalhar em órgãos que os prendem em
executar um jornalismo livre.
Por outro lado, para dificultar mais
ainda a vida dos jornalistas, o Ministério Público de Rondônia acabou com a
farra das verbas publicitárias do erário, tornando o mercado mais profissional;
sites, jornais impressos, rádios e tv´s devem agora comprovar as audiências
através de auditoria capacitada; a partir deste momento, vários jornais
semanais que eram impressos apenas para ganhar uns “trocados” do poder público
fecharam as portas; sites deixaram de receber mídias dos governos e faliram,
ficando no mercado apenas os com audiências sustentáveis a competição
publicitária; Rádios e Tv´s conseguiram manterem-se cargos de jornalistas em
seus cast porque são mídias tradicionais com repercussão de massa reconhecidos.
Com a farra finalizada, veio à
crise, então jornalistas regionais buscaram os seus recursos através de
assessorias parlamentares, cargos comissionados, recebimentos financeiros dos
três poderes e neste diapasão ficaram presos perdendo a fala outrora independente.
Outros mais afoitos abriram construtoras e inacreditavelmente ganham todas as licitações
que participam e coincidentemente divulgam diariamente em seus sites matérias
vangloriando os atos administrativos de tais secretarias, pelas quais, o grupo
de comunicação presta serviços de engenharia. Outros, independentes e loucos
para se alojarem de alguma forma atiram para todos os lados.
De fato, a classe é totalmente
desunida, e, a mais competitiva entre si, mais que os advogados, dos quais são
regidos por normas rígidas o que lhes garantem a paz entre si, já o jornalismo
é cada um por si, uma profissão extremamente competitiva, onde a máxima é
priorizar as virtudes próprias e depreciar os defeitos de outrem, na ânsia de
sobressair-se aos demais a reputação creditícia tão almejada. Isto não é só em
Rondônia, a competição e o ego inflado são corriqueiras a todos os jornalistas
do mundo, pois o ápice da profissão é se vangloriar da matéria lançada da qual
se mantém a exclusividade, e por isto a torna a profissão com alto índice de
competitividade.
Contudo, a prática do bom jornalismo
ético, tão sonhada nas academias universitárias, se depara com a realidade nua
e crua; visando a audiência o Jornalista se esquece da ética moral e social,
pela qual preconiza-se os bons costumes vigentes na sociedade e assim busca a
todo momento divulgar matérias sensacionalistas das quais lhes renderão ótima audiência,
ou, mesmo saciam sua psicose de apenas banalizar a vida; por falar em vida! Em tudo
na vida se evoca a terceira lei de o físico Isaac Newton, ação e reação, nesta
tese, deparamos com as reações carmicas de jornalistas famosos de Rondônia que
tiveram o ápice da glória e padecem nos idos atuais como zumbis passeando pelas
ruas mostrando aos mais novos que este é o fim para quem faz mal uso das suas
prerrogativas: Mário Calixto, ex-senador, dono do jornal OEstadão, está com
mais de 100 anos de cadeia para cumprir; Luiz Tourinho, dono do Jornal Alto Madeira,
está cego, decrepito e doente; Valdir Costa, ex-todo poderoso do Jornal Diário
da Amazônia, atualmente é simples funcionário servindo a quem lhe paga uns
trocados... com isto, conclui-se ao jornalista? Como será sua velhice? Quanto
ao título deste texto, raciocine-se...

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