terça-feira, 7 de julho de 2015

Jornalista e Prostituta, as profissões mais antigas do mundo.

O Jornalista exerce um papel fundamental na atual sociedade, de tão importante é esta profissão, que tem amparo legal na legislação pátria, inclusive suas prerrogativas estão na CLT e na carta magna (Art.220cf) e agora o congresso trabalha em torno de legislação especifica quanto à matéria; Após a decisão do STF – Supremo Tribunal Federal – em que qualquer pessoa pode ter o registo de Jornalista, equiparado ao Jornalista com curso superior, com isto, o mercado recebeu um tsunami de profissionais registrados no DRT – Delegacia Regional do Trabalho – dos quais nem todos dotados de boas índoles, mas, este atributo é típico de todas as profissões.
            Em Rondônia, várias faculdades oferecem o curso de Jornalismo, e, pelos quais são bastante procurados por jovens ávidos em informar com ética a população; ética tal, que inclusive é pauta de grade curricular destes cursos, onde se debate a relevância do caráter social da profissão. A Uniron - Av. Mamoré, Zona Sul de Porto Velho-RO – mantém um dos melhores cursos de jornalismo de Rondônia, com professores extremamente aptos que exercem a profissão com excelência no mercado; e por isto é uma faculdade que a cada ano recebe uma enormidade de jovens visando o sucesso inerente a profissão de jornalista.
            Mas a realidade é totalmente diferente do que visualizam os jovens acadêmicos do curso de jornalismo, neste mercado sobressaem apenas os mais fortes; só os tubarões sobrevivem, não é lugar para foca! Porque em primeiro lugar, o jornalista depende de um bom cartel de fontes, e estas, por sigilo profissional, ele jamais poderá revela-las; segundo lugar, o mercado retraído e estagnado não se tem alocação plausível a um profissional extremamente gabaritado, e por fim, a ética profissional do jornalista é colocada a “cheque” – xeque – a todo o tempo; muito embora se saiba que é extremamente difícil ser um jornalista independente já que este, como qualquer outro profissional, carece de rendimentos para quitar suas contas mensais, e para isto, é necessário trabalhar em órgãos que os prendem em executar um jornalismo livre.
            Por outro lado, para dificultar mais ainda a vida dos jornalistas, o Ministério Público de Rondônia acabou com a farra das verbas publicitárias do erário, tornando o mercado mais profissional; sites, jornais impressos, rádios e tv´s devem agora comprovar as audiências através de auditoria capacitada; a partir deste momento, vários jornais semanais que eram impressos apenas para ganhar uns “trocados” do poder público fecharam as portas; sites deixaram de receber mídias dos governos e faliram, ficando no mercado apenas os com audiências sustentáveis a competição publicitária; Rádios e Tv´s conseguiram manterem-se cargos de jornalistas em seus cast porque são mídias tradicionais com repercussão de massa reconhecidos.
            Com a farra finalizada, veio à crise, então jornalistas regionais buscaram os seus recursos através de assessorias parlamentares, cargos comissionados, recebimentos financeiros dos três poderes e neste diapasão ficaram presos perdendo a fala outrora independente. Outros mais afoitos abriram construtoras e inacreditavelmente ganham todas as licitações que participam e coincidentemente divulgam diariamente em seus sites matérias vangloriando os atos administrativos de tais secretarias, pelas quais, o grupo de comunicação presta serviços de engenharia. Outros, independentes e loucos para se alojarem de alguma forma atiram para todos os lados.
            De fato, a classe é totalmente desunida, e, a mais competitiva entre si, mais que os advogados, dos quais são regidos por normas rígidas o que lhes garantem a paz entre si, já o jornalismo é cada um por si, uma profissão extremamente competitiva, onde a máxima é priorizar as virtudes próprias e depreciar os defeitos de outrem, na ânsia de sobressair-se aos demais a reputação creditícia tão almejada. Isto não é só em Rondônia, a competição e o ego inflado são corriqueiras a todos os jornalistas do mundo, pois o ápice da profissão é se vangloriar da matéria lançada da qual se mantém a exclusividade, e por isto a torna a profissão com alto índice de competitividade.

            Contudo, a prática do bom jornalismo ético, tão sonhada nas academias universitárias, se depara com a realidade nua e crua; visando a audiência o Jornalista se esquece da ética moral e social, pela qual preconiza-se os bons costumes vigentes na sociedade e assim busca a todo momento divulgar matérias sensacionalistas das quais lhes renderão ótima audiência, ou, mesmo saciam sua psicose de apenas banalizar a vida; por falar em vida! Em tudo na vida se evoca a terceira lei de o físico Isaac Newton, ação e reação, nesta tese, deparamos com as reações carmicas de jornalistas famosos de Rondônia que tiveram o ápice da glória e padecem nos idos atuais como zumbis passeando pelas ruas mostrando aos mais novos que este é o fim para quem faz mal uso das suas prerrogativas: Mário Calixto, ex-senador, dono do jornal OEstadão, está com mais de 100 anos de cadeia para cumprir; Luiz Tourinho, dono do Jornal Alto Madeira, está cego, decrepito e doente; Valdir Costa, ex-todo poderoso do Jornal Diário da Amazônia, atualmente é simples funcionário servindo a quem lhe paga uns trocados... com isto, conclui-se ao jornalista? Como será sua velhice? Quanto ao título deste texto, raciocine-se...  

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