A operação Murídeos da Polícia
Federal realizada em Porto Velho-RO neste dia 15.07.2015, escancarou os modus
faciendi com que os ratos pervertidos criativamente idealizavam os desvios de
verbas do erário. Causa indignação e perplexidade, porque nem ao menos recursos
destinados à construção de hospitais são poupados. As investigações da PF
culminaram em torno de desvios de recursos do PIDISE – Programa integrado de
desenvolvimento e inclusão socioeconômico - do governo de Rondônia, que recebeu tais
recursos do BNDES – Bando nacional de desenvolvimento social - para a
construção de obras do Hospital de Urgência e Escola Anísio Teixeira, recursos da
ordem de quase R$ 50 mi.
Quase 40 mandados de conduções coercitivas
e buscas e apreensões foram realizados na capital em casas, empresas e órgãos estatais;
dentre os quais, originaram-se também as oitivas de investigados junto a PF como
o prefeito de Porto Velho-RO, Mauro Nazif-PSB, tendo em vista sua administração
manter convênios com o Governo Estadual, alvo das investigações. Por outro
lado, diante as escutas e materiais probatórios colhidos pela PF, conseguiram
detectar suposta fraude no Show de Réveillon passado, dando conta de desvios no
montante do evento que foi de R$ 500 mil. Também foi conduzido a PF para ser
ouvido o empreiteiro Roberto Passarini, responsável legal pela construção do
hospital.
O impressionante é saber-se que já
contam dezenas de inquéritos investigatórios que tramitam na PF e no MP-RO, dos
quais apontam que milhões foram desviados dos cofres estatais pelo governo do
PMDB, Confúcio Moura, e mesmo assim, ainda continuam ao estado de suspeição,
sem afastamentos de cargos. Agora entra também em suspeição o prefeito de Porto
Velho-RO Mauro Nazif-PSB, que até então mantinha a aura de honesto. Junta-se a
estes desvios que foram para as mãos de uma ínfima parcela da sociedade, dos
quais jamais serão revertidos em recursos mercadológicos, pelos quais poderiam
ajudar na economia que atualmente está estagnada.

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