quarta-feira, 15 de julho de 2015

Roubos em Rondônia aumentam a crise econômica; Dinheiro não chega às mãos dos pobres

            A operação Murídeos da Polícia Federal realizada em Porto Velho-RO neste dia 15.07.2015, escancarou os modus faciendi com que os ratos pervertidos criativamente idealizavam os desvios de verbas do erário. Causa indignação e perplexidade, porque nem ao menos recursos destinados à construção de hospitais são poupados. As investigações da PF culminaram em torno de desvios de recursos do PIDISE – Programa integrado de desenvolvimento e inclusão socioeconômico -  do governo de Rondônia, que recebeu tais recursos do BNDES – Bando nacional de desenvolvimento social - para a construção de obras do Hospital de Urgência e Escola Anísio Teixeira, recursos da ordem de quase R$ 50 mi.
            Quase 40 mandados de conduções coercitivas e buscas e apreensões foram realizados na capital em casas, empresas e órgãos estatais; dentre os quais, originaram-se também as oitivas de investigados junto a PF como o prefeito de Porto Velho-RO, Mauro Nazif-PSB, tendo em vista sua administração manter convênios com o Governo Estadual, alvo das investigações. Por outro lado, diante as escutas e materiais probatórios colhidos pela PF, conseguiram detectar suposta fraude no Show de Réveillon passado, dando conta de desvios no montante do evento que foi de R$ 500 mil. Também foi conduzido a PF para ser ouvido o empreiteiro Roberto Passarini, responsável legal pela construção do hospital.

            O impressionante é saber-se que já contam dezenas de inquéritos investigatórios que tramitam na PF e no MP-RO, dos quais apontam que milhões foram desviados dos cofres estatais pelo governo do PMDB, Confúcio Moura, e mesmo assim, ainda continuam ao estado de suspeição, sem afastamentos de cargos. Agora entra também em suspeição o prefeito de Porto Velho-RO Mauro Nazif-PSB, que até então mantinha a aura de honesto. Junta-se a estes desvios que foram para as mãos de uma ínfima parcela da sociedade, dos quais jamais serão revertidos em recursos mercadológicos, pelos quais poderiam ajudar na economia que atualmente está estagnada.   

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