segunda-feira, 20 de julho de 2015

Política, corrupção e a laranja chupada.


Está longe de acabar a corrupção no poder público! Haja vista, que as infinitas possibilidades que os cargos propiciam congregam para as diferentes formas de corrupção. Tudo se inicia na formação de grupos para as campanhas eleitorais, partindo-se do pressuposto onde ninguém dá nada de graça, sendo assim, uma empresa, ou pessoa, que financiam um candidato, tenha certeza que tal doador tem interesses, pelos quais, irão eclodir na funcionalidade do cargo assumido.
            No entanto, existem pessoas que doam para políticos com a simples intenção em que um projeto, uma missão, um objetivo social seja alcançado; mas, isto, são poucos, a maioria doam para políticos para emplacar alguém de sua confiança no cargo especifico para conquistar recursos financeiros escusos, principalmente através de licitações dirigidas, e isto, não é segredo para ninguém; pois, com fulcro na tese supra, não se doa R$ 1 Bilhão para campanhas eleitorais se não tiver um retorno viável.
            Nos Estados Unidos, a coisa é mais transparente e visível aos olhos das autoridades investigativas. Lá, o candidato revende jantares, brindes personalidades, e camisetas aos seus eleitores, e, com os recursos pagam os custos de suas campanhas, dentre as quais a propaganda de rádios e tv´s. No site do candidato, os doadores exigem publicamente os seus interesses, como a luta por mais saúde, educação, lazer, terras, enfim, tudo denunciado ao público, doa-se por interesse, e, publicam quais estes interesses.  
            O Brasil caminha para a “probretização” das campanhas eleitorais, segundo as tendências eleitorais aprovadas na câmara neste ano. Tudo será proibido, apenas veiculação em rádios e tv´s e pequenos cartazes colados nas casas dos eleitores, o resto, será da forma de andando e conquistando votos. Agora, o absurdo ainda consiste em que o Brasil teima no afã de tornar cargos do erário apenas para preguiçosos, pois, as campanhas serão financiadas com recursos dos cofres públicos. Por isso que qualquer “pé-de-chinelo” quer montar um partido, quer ser candidato, pois dinheiro é o que não falta e quem paga esta festa: o eleitor! Que como uma laranja, se chupa até o último caldo e joga o bagaço fora. 

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