segunda-feira, 27 de julho de 2015

Nous allons travailler Mayor ... Nous allons travailler gouverneur ...



            Existe uma tradição na cidade de Porto Velho-RO enraizada pelos ingleses e franceses que vieram construir a ferrovia Madeira Mamoré. Trata-se em reunir a família e degustar comidas típicas da região em um café-da-manhã nos mercados tradicionais da cidade, fato inerente aos cafés populares e seculares de Paris e Londres, onde estes mesmos costumes foram adquiridos pela população portovelhense, deixados pelos operários estrangeiros que se acomodaram bem com os colegas da região.
            Notoriamente se degusta nestas especiarias o cuscuz, tapioca, brôa, bodó, mungunzá, canjica, mingau, pães, bolos e impreterivelmente o café, torrado na hora e moído pelas mãos dos que geralmente os servem como um ritual Inca digno exclusivamente relativo à alta autoridade, nota-se, que tal atrativo alimentar foram adicionados pelos nordestinos que trabalharam no mercado da extração da borracha em Rondônia.
            Mas, o que é relativamente simples, tradicional e ao mesmo tempo chique, tornou-se palco do holocausto dirimido pelas enchentes do Rio Madeira que nos últimos anos devastou o mercado central da cidade de Porto Velho-RO; inundando de dejetos os sonhos daqueles que tradicionalmente curtiam e compartilhavam o sabor regional publicamente junto à brisa do Madeirão. Entretanto, o poder público, precisamente a Prefeitura de Porto Velho-RO, e neste diapasão, o Governo do Estado, ainda não publicaram a sociedade medidas das quais conterão as novas enchentes e a preservação da cultura local via a reconstrução do mercado central... Nous allons travailler Mayor ... Nous allons travailler gouverneur ...  

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