segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ser Juiz é vida de “FDP”


            Nenhum Juiz no mundo consegue trabalhar sobre pressão, e ai, resta-nos pensamentear há quantos andam as pressões junto ao Juiz Federal Sérgio Moro, através do qual sentencia o processo da operação “Lava Jato”. Como andam as pressões junto ao procurador-geral Janot, que foi taxado pelo senador Fernando Collor de “Filho-da-Puta”; enfim, e as pressões junto aos delegados de polícia, policiais, promotores, desembargadores e todo aquele que milita com o Direito, inclusive Advogados; já que tenho notícia jornalística que o professor Alexandre Batista da Uniron, foi ameaçado por um promotor de justiça, e, este com arma em punho em pleno júri, isto não é também pressão?
            Eis um comentário que nos leva a filosofar nesta questão. Há uns 20 anos, eu então Foca-do-jornalismo, entrevistei um Juiz preso por não concordar com o valor da pensão alimentícia da sua ex-esposa, e tal processo alimentício foi utilizado por um Advogado para depreciar a sua imagem em outro processo do qual este mesmo juiz exercia seu oficio mister. Pois bem, as pressões aos juízes não é nada fácil, ao ficar adormecido por um tempo no Jornalismo e enveredar pelo mundo do Direito Arbitral, exercendo tal oficio como Juiz(Art.18,31.L:.9307/96) me deparei com pressões de todos os lados e de todas as formas, por Advogados, por réus e pelo sistema que surtaram com as minhas sentenças, das quais, não existem recursos.(apenas um:Art.33.L:.9307/96)
            Calúnias, ameaças... aos juízes podem levar à prisão em flagrante, (Art.17,18.31;L:.9307/96 c/c 331,344cp292cpp) por quem quer que seja, inclusive Advogados. Por isso que se aprende nos cursos de Direito o poder da civilidade e esta é a norma inerente a todo profissional que milita ao Direito. Jornalistas, inclusive, tem o poder de expressar seus textos (Art.220cf) sem empecilho algum, no entanto, é outra profissão que obviamente não pode ultrapassar suas prerrogativas, tanto quanto qualquer outra, apesar de o Jornalista ser indispensável para a democracia de um país. Portanto, eis o dilema atualmente, do qual, costume de casa vai à rua; ou esqueceu o que sua mãe lhe ensinou? 

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