Nenhum Juiz no mundo consegue trabalhar
sobre pressão, e ai, resta-nos pensamentear há quantos andam as pressões junto
ao Juiz Federal Sérgio Moro, através do qual sentencia o processo da operação “Lava Jato”.
Como andam as pressões junto ao procurador-geral Janot, que foi taxado
pelo senador Fernando Collor de “Filho-da-Puta”;
enfim, e as pressões junto aos delegados de polícia, policiais, promotores,
desembargadores e todo aquele que milita com o Direito, inclusive Advogados; já
que tenho notícia jornalística que o professor Alexandre
Batista da Uniron, foi ameaçado por
um promotor de justiça, e, este com arma em punho em pleno júri, isto não é
também pressão?
Eis um comentário que nos leva a filosofar
nesta questão. Há uns 20 anos, eu então Foca-do-jornalismo, entrevistei um Juiz
preso por não concordar com o valor da pensão alimentícia da sua ex-esposa, e
tal processo alimentício foi utilizado por um Advogado para depreciar a sua
imagem em outro processo do qual este mesmo juiz exercia seu oficio mister. Pois
bem, as pressões aos juízes não é nada fácil, ao ficar adormecido por um tempo
no Jornalismo e enveredar pelo mundo do Direito Arbitral, exercendo tal oficio
como Juiz(Art.18,31.L:.9307/96) me deparei com pressões de todos os lados e de
todas as formas, por Advogados, por réus e pelo sistema que surtaram com as
minhas sentenças, das quais, não existem recursos.(apenas um:Art.33.L:.9307/96)
Calúnias, ameaças... aos juízes
podem levar à prisão em flagrante, (Art.17,18.31;L:.9307/96 c/c 331,344cp292cpp)
por quem quer que seja, inclusive Advogados. Por isso que se aprende nos cursos
de Direito o poder da civilidade
e esta é a norma inerente a todo profissional que milita ao Direito. Jornalistas,
inclusive, tem o poder de expressar seus textos (Art.220cf) sem empecilho algum,
no entanto, é outra profissão que obviamente não pode ultrapassar suas
prerrogativas, tanto quanto qualquer outra, apesar de o Jornalista ser
indispensável para a democracia de um país. Portanto, eis o dilema atualmente,
do qual, costume de casa vai à rua; ou esqueceu o que sua mãe lhe ensinou?

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