segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Caridade, votos e a troca...



             Os EUA e a Europa e o Japão já se conscientizaram que “fazer o bem, faz bem”; já é típico dos moradores destes países reservarem um dia da semana, normalmente o sábado ou domingo, para que possam efetuar atos voluntários, independentes ou ligados às ONG´s e através destes atos benéficos solidificam na sociedade dias melhores para aqueles que precisam e necessitam de ajuda de outrem. A ciência relata que estes atos voluntários também fazem um bem danado para os praticantes, já que melhoram a saúde física e mental, inclusive anulando a ansiedade e depressão.
            No Brasil, e consequentemente em Rondônia, temos diversas Organizações Não Governamentais que operam para o bem das pessoas, umas ligadas ao meio ambiente, outras ligadas à medicina, no entanto, são as ligadas às religiões com mais tenacidades operacionais, a exemplo dos espiritas que tem em sua máxima a prática da caridade como filosofia sacerdotal das suas encíclicas. Mas, também, tem as ONG´s ligadas aos políticos, direta ou indiretamente, das quais servem tão somente para amarrar os eleitores e em troca terem os seus votos em pleitos vindouros; para estas a força da lei!
            Os rondonienses são os brasileiros mais fraternos que existem; tão logo acontece um desastre e estes se agrupam e conseguem roupas, água, mantimentos e um tanto de “merreca” dos poucos que tem; casas de madeira quando pegam fogo, os portovelhenses se unem em doações e logo o barraco está de pé novamente; é fato! Nas enchentes outrora que invadiram a capital rondoniense, lá estavam as “barraqueiras”, maltrapilhas, esbravejando, porém, ajudando aos patrícios em seus suplícios.
            Eis que está é a fiel presença divina da prática universal da religiosidade: a caridade, e, aproveitando o espaço, indaga-se ao nobre Leitor: você pratica a caridade?  

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