Já passou da hora de a Polícia Federal intervir nas entidades
religiosas; já que nesta semana interviu em uma seita no estado de Minas
Gerais-MG, quando esta extorquiu até R$ 100 milhões de seus fiéis, dentre os
quais, estes doaram à sua seita seus patrimônios e ainda serviram de escravos
na fazenda da então “Religião”. Nas Tv´s abertas e fechadas vemos um festival
de pastores oferecendo seus serviços para aqueles que estão em guerra com os poderes
das trevas, leia-se, o Demônio Satanás.
A apelação psicossomática é enorme e
a exposição dos doentes espirituais é fenomenal, sem contar, com a guerra
comercial entre as igrejas que não poupam criticas aos pastores concorrentes;
aqueles que oferecem melhores serviços contra o Diabo tem os valores cobrados
com maior préstimo. Esta ideia de pagamento para entrar no reino dos céus não é
nada nova, Martinho
Lutero, lutou contra isto na igreja católica, mas a coisa não mudou; psicólogos
em debates garantem que não existem milagres, apenas os fiéis condicionam seus cérebros
a assimilar o dizimo pago ao retorno garantido dos milagres pretendidos, pois,
estes pagaram por tais milagres, ai a força magnética de atração do pensamento
faz com que os milagres aconteçam.
Por isso, a proliferação das igrejas
nos bairros periféricos é uma constante, são extremamente eficazes em sua
estrutura administrativa, com metas comerciais, cargos hierarquizados e ascensão
funcional, de células, igrejas, a catedrais; o negócio da oração prospera que
não há crise; embora se saiba quanto maior a crise maior a doação dos dízimos,
na incumbência de a vida de fieis melhorarem. Ademais, além de as igrejas
contarem com estes artifícios dizimais ainda conta com apoios de políticos e
repasses do erário e em troca o apoio eleitoral é fato concreto, tudo em nome
de o Senhor Jesus, que este, segundo as escrituras sagradas reprovaria tais
atitudes sacerdotais.
Enquanto o povo morre a mingua,
passando fome, pastores ostentam bons gostos em carros e mansões e viagens ao
exterior; e a tática é eficaz: comprar horário na televisão e rádio e calar a
boca dos formadores de opinião; dos quais, pagos, ficam impedidos de comentar
negativamente sobre os negócios das igrejas. Mas, há luz no fim do túnel, as
igrejas já estão sendo condenadas na Justiça do trabalho por mascarar um
voluntariado inexistente e o MPF já está de olho com as remessas de igrejas as
empresas sob a ótica de lavagem de dinheiro; portanto, chegou a hora de uma
revolução policial nas igrejas evangélicas, porque deste jeito, o céu será
pequeno para tantos fiéis cobrando seus espaços anteriormente comprados através
de seus dízimos...

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