Ontem, ao idealizar este texto de
hoje, liguei para dez empresários conhecidos meus para saber se a operação “Lava Jato”,
que além de paralisar o Brasil, consegue parar os seus negócios; resumindo em
pouca palavras, 90% destes entrevistados não sabiam o que estava acontecendo no
Brasil; algumas frases deste resumem seus psicodélicos conhecimentos: Ô Miguel,
aumentou o preço do lava jato! Então eu mesmo lavo meu carro em casa. Esse tal
de Dirceu aprontou de novo foi? O que esse cabra fez de novo? Ô Miguel, tô
atendendo um cliente aqui, me liga depois pra tu pagar uma “gela”(cerveja) pra
mim. Miguelzim, com essa roubalheira ai, vai aumentar o imposto vai?
Nota-se, contudo, que o Brasil que
produz, independentemente de a corrupção enraizada nos dois poderes constituídos
não para de trabalhar, plantar, produzir, distribuir, colher, e
consequentemente pagar os impostos, que normalmente uma parte deles vão se transformar
em mensalão, petrolão, mas, outra parte, vão ser investidos em saúde, educação
e geração de empregos. O importante é que Rondônia e a maioria dos estados
brasileiros, e seus empresários, que compõem a máquina operativa deste Brasil confiam
nas instituições policiais e delas esperam-se o melhor de seu oficio.
Nota-se também, que os empresários
estão se afastando cada vez mais da política e do erário, em primeiro lugar a difícil
maratona em vencer uma licitação honesta, em segundo lugar a demora no
recebimento dos valores provenientes das vendas ao poder público, em terceiro
lugar o descrédito que se tornou os dois poderes constituídos no Brasil:
Legislativo e Executivo. Assim, é viável para o empresário voltar os seus
esforços para o público consumidor de seu mercado-alvo. Resta o poder público e
seus componentes resgatarem a credibilidade que um dia já reinou em suas
hostes, caso contrário, o ostracismo será legado as paredes fantasmagóricas que
circundam suas fortalezas...

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