sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Porto Velho, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição...



            O verão amazônico revela a verdadeira face de a capital rondoniense. Porto Velho-RO, nesta época do ano, se assemelha as cidades afegãs, ou, até mesmo, comparada as cidades africanas. Poeira proveniente de ruas sem saneamento básico e asfaltamento; buracos, em detrimento a falta de manutenção nas ruas; lama, pela junção de as aguas jogadas nas ruas pelos moradores sem instrução social; doenças respiratórias, ocasionadas pela sazonalidade deste verão poeirio.
            É nesta época também que se constata perceptivelmente a pobreza inerente a este povo que nos últimos 25 anos comeu o pão que o diabo amassou; em se tratando da economia, onde o fluxo migratório elevou a taxa de náufragos que permearam em diversas aventuras, a exemplo de garimpo, industrialização de produtos manufaturados e por fim as usinas que agregaram poucos valores à região; agora, sonha-se com o gás de urucú e a estrada de ferro, ligando os dois extremos do estado. No que resta ao povo, é apenas o direito de sonhar.
            Os problemas desta grande metrópole que abriga quase 450 mil sofredores são enormes; os temas básicos onde constitucionalmente garantem o civilismo do cidadão, praticamente não existem em Porto Velho-RO; a saúde, atropelada por uma estrutura mambembe, sofre com as UPA´s sem aparato físico, profissional e técnico; a educação sofre com as escolas destruídas pela força do tempo, e professores desmotivados e alunos advindos de famílias desestruturadas pela falta de emprego dos pais, e, autoestima abalado; Cultura, sofrendo pela pouca atratividade do setor.
            Eis uma cidade, deixada por gestores do erário que legaram para a sociedade o resultado dos seus fracassos profissionais, quando estes assumiram a responsabilidade de tocar o povo ao progresso. Para aumentar o sofrimento deste povo, ainda há ruas deterioradas por obras inacabadas, a exemplo do bairro igarapé, na zona leste da capital, iniciadas as obras, porém, estão bem longe de serem finalizadas. Obras também dão o tom deste descaso, como os viadutos, o saneamento básico e as obras para conter as alagações do rio madeira; por fim, a sujeira, a poeira, refletem uma cidade que aparentemente parece ser a imagem criada por seu semelhante...    

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