quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Porto Velho-RO, local de cultura (In)decente...



            Com o novo teatro governamental inaugurado na capital rondoniense, o povo passou a ter mais uma opção de cultura; grupos se reúnem, espetáculos são criados, artistas regionais podem oferecer o que há de melhor da cultura local; tudo isto, em um ambiente qualificado, o Teatro de Porto Velho. Contudo, devido ao público cativo ser carecedor de cultura artística teatral, ainda falta muito para despertar o interesse daqueles que não tem costumes com a arte popular.
            A mesma tese literária se compara aos cinemas, já que o público alvo destas salas de espetáculos em Porto Velho-RO são normalmente voltado para jovens e pessoas sem nível educacional superior, ou seja, a plebe, notoriamente, tais filmes em exibições nestas salas cinematográficas serão visando tais nichos, ou seja, pura porcaria, ou “trash” deixando de lado o público mais exigente e evoluído culturalmente, de forma, que fica proibido a exibição de filme “VIP”.
            Assim, tal tese de desapego cultural, se envereda por todos os aspectos sociais da cidade de Porto Velho-RO. Shows são específicos para artistas que estão em pleno sucesso musical, notoriamente os sertanejos; não há a ínfima possibilidade em acontecer show com artistas voltados exclusivamente para a classe A, como Marisa Monte, etc... também há de se comentar que em se tratando de cultura impressa, só a exclusiva mantem a tradição em reunir a nata intelectual da cidade em um bom café e adquirindo bons livros; até mesmo as outras livrarias padecem de atratividade análoga.
            Para completar a via-crúcis a cidade ainda carece de um bom zoológico, de um excelente museu, de uma passarela quilométrica no mirante do rio madeira, de ciclovias para ciclistas curtirem a cidade, de passeios históricos junto a arquitetura neoclássica da cidade, de governo, de prefeito, de deputados, de vereadores... que se qualifiquem educacionalmente melhor para assumir seus cargos para a efetivação eficaz da operacionalidade funcional... ôxente, arrê-égua!, né que a coluna de hoje ficou metida a besta! Num tem!  

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