sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Maçonaria espiritual para o novo homem.




            Foi em 1754, na cidade de Lyon, França, que onze Mestres Maçons de altas-patentes, se reuniram na casa de um Advogado lotado no exército francês, o Sr. Martinez De Pasqually, e resolveram se desligar da Grande Loja da Inglaterra, entidade que congregava todas as lojas maçônicas do mundo, para idealizar um novo rito maçônico, através do qual, este, tinha a única missão: levar a espiritualidade para a maçonaria; obviamente que toda ação existe uma reação, os materialistas maçons que praticavam seus ritos já há 37 anos, inconformados com a pretensão “soberba” destes revolucionários, cortaram relações amigáveis e tentaram denigrir ao máximo a nova Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus Cohen do Universo.
            A antiga e tradicional Maçonaria, fundada em 1717, preconizava a evolução humana através de a construção de um novo cidadão, dentro de normas judaicas e concatenadas em liturgias ritualísticas, contudo, foi o Imperador Napoleão Bonaparte, que deu o aspecto materialista as Ordens Maçônicas dentre as quais, tornaram-se mais militarizadas, com regras e ritualísticas voltadas para a ordem e civilismo prático; assim, alguns homens espiritualizados, bem antes da revolução francesa que culminou com novas normas, como explicita seu jargão igualdade, fraternidade e liberdade, idealizaram inserir na filosofia maçônica o caminho espiritual para a evolução humana.
            O Sucesso dos Elus Cohen foi muito grande, donde abriram diversas lojas em várias cidades da França, e, isto incomodou os generais maçons do exercito francês que sarcasticamente enviaram o Grande-Mestre Pasqually para o Haiti, e este veio a falecer aos 52 anos de idade, acometido por malária; no entanto, com isto, mataram e calaram o Grande-Mestre nesta armação, enquanto na França a Elus Cohen se submetia as outras lojas reconhecidas como maçônicas pela Grande-Loja da Inglaterra. Dois discípulos de Pasqually enveredaram por caminhos distintos.
            S.Martin escreveu diversos livros e inaugurou uma corrente mística denominada de “Martinezismo” do qual transformou-se pelas mãos de o médico Papus em ordem Martinista, pela qual preconizava os ideais franco-maçônicos dos Elus Cohen, entretanto, esta corrente foi adotada pela Rosacruz e vem até os dias atuais praticando a verdadeira maçonaria espiritual. Mas, os Elus Cohen autentico foi preservado pelo místico Jean Baptiste, que abriu a Ordem dos Cavaleiros, praticando o que o Grande Mestre Pasqually tinha ensinado; tal rito foi ratificado pelo Maçom Robert Ambelain, até o ano de 2009, quando este escriba que escreve este texto, reinaugurou no mundo o tradicional rito Franco-Maçônico dos Elus Cohen, do qual atualmente a maestria é exercida pelo Bel.Direito Yuri Alcantara.   
            O Rito Franco-Maçônico Elus Cohen está há seis anos operando tradicionalmente nos termos idealizados pelo Grande-Mestre Pasqually, e, nada mais é que a prática operativa fundamenta na cabala, ritualizada por sazonalidades esotéricas e com princípios judaico-critão. A admissibilidade à Ordem é simples, pois a ordem tem como lema a pureza de pensamento em consonância à limpeza espiritual, bastando o membro se religar as hostes celestiais para que seu ser seja divinamente concretizado pelas suas atitudes diárias.      

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