Rondônia conta com a maioria das
suas terras reservadas a cultura agrícola destinada aos latifundiários, dos
quais, mantém estas terras inoperantes, enquanto centenas de famílias necessitam
de tais terras para plantar e cultuar a agricultura familiar, e, no entanto,
padecem sem apoio e muito menos amparo governamental. Neste enfoque analisa-se
a enchente do rio madeira que se deu no setor do assentamento Joana D´Ark e até
agora o Incra e a Usina Santo Antônio não indenizaram
as famílias atingidas por tal calamidade, que se deu comprovadamente a partir
do momento da construção desta usina hidrelétrica.
A agricultura familiar tem a missão
de conter o êxodo rural, do qual, o destino miserável destas famílias é a
cidade, lotando favelas, ou até mesmo as ruas das principais metrópoles; caso
houvesse apoio fundamental do governo federal e estadual a acolher estas famílias
em terras devolutas haveria mais trabalho, mais produtos agrícolas, mais
produção, e consequentemente mais saúde, mais paz, e mais desenvolvimento econômico
no estado a partir de produtos secundários a industrialização; ao contrário
constatamos um estado inerte e paralisado.
No Candeias-RO, cidade circunvizinha
a Porto Velho-RO, as maiorias das terras daquele município estão reservadas aos
latifundiários que as mantém a título de status-quo do seu oligopólio, podendo
parte destas serem desapropriadas pelo Governo para fim de agricultura familiar
se estas fossem repartidas aos pequenos produtores. Embora o estado de Rondônia
mantenha setores do erário ligados a agricultura, tais como secretarias, e
apoio da embrapa, mas deixa sempre a
desejar, senão, constataríamos a paz e harmonia no campo; donde esse povo nunca
haveria de sair do que lhe apraz, a sua terra.
Neste dia atual, o Poder Judiciário
de Rondônia, através de seus Desembargadores, julgam um processo do qual
atingirá diretamente Dez mil pessoas, trata-se de loteamentos da linha do caju,
no Candeias-RO, onde
pessoas se instalaram há dez anos e fundaram famílias, agricultura e
organizaram-se em sociedade interiorana sem apoio governamental; ao passo, que
um ex-policial civil – dizendo-se dono de tais terras - utilizando-se de sua
força, apenas reconhecida por ele mesmo, agrediu os agricultores e os atormenta
dizendo inclusive que tem influencia política. E, é este mesmo que tenta via
judicial tomar tais terras sem ao menos plantar nada ali; eis o que Rondônia
espera de tais autoridades, que se faça Justiça de verdade, dando ao povo, o
que é do povo... o direito de plantar, colher, comer, evoluir...

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