terça-feira, 8 de setembro de 2015

Muitas terras em RO nas mãos de poucos; Muitos sem terras...



            Rondônia conta com a maioria das suas terras reservadas a cultura agrícola destinada aos latifundiários, dos quais, mantém estas terras inoperantes, enquanto centenas de famílias necessitam de tais terras para plantar e cultuar a agricultura familiar, e, no entanto, padecem sem apoio e muito menos amparo governamental. Neste enfoque analisa-se a enchente do rio madeira que se deu no setor do assentamento Joana D´Ark e até agora o Incra e a Usina Santo Antônio não indenizaram as famílias atingidas por tal calamidade, que se deu comprovadamente a partir do momento da construção desta usina hidrelétrica.
            A agricultura familiar tem a missão de conter o êxodo rural, do qual, o destino miserável destas famílias é a cidade, lotando favelas, ou até mesmo as ruas das principais metrópoles; caso houvesse apoio fundamental do governo federal e estadual a acolher estas famílias em terras devolutas haveria mais trabalho, mais produtos agrícolas, mais produção, e consequentemente mais saúde, mais paz, e mais desenvolvimento econômico no estado a partir de produtos secundários a industrialização; ao contrário constatamos um estado inerte e paralisado.
            No Candeias-RO, cidade circunvizinha a Porto Velho-RO, as maiorias das terras daquele município estão reservadas aos latifundiários que as mantém a título de status-quo do seu oligopólio, podendo parte destas serem desapropriadas pelo Governo para fim de agricultura familiar se estas fossem repartidas aos pequenos produtores. Embora o estado de Rondônia mantenha setores do erário ligados a agricultura, tais como secretarias, e apoio da embrapa, mas deixa sempre a desejar, senão, constataríamos a paz e harmonia no campo; donde esse povo nunca haveria de sair do que lhe apraz, a sua terra.
            Neste dia atual, o Poder Judiciário de Rondônia, através de seus Desembargadores, julgam um processo do qual atingirá diretamente Dez mil pessoas, trata-se de loteamentos da linha do caju, no Candeias-RO, onde pessoas se instalaram há dez anos e fundaram famílias, agricultura e organizaram-se em sociedade interiorana sem apoio governamental; ao passo, que um ex-policial civil – dizendo-se dono de tais terras - utilizando-se de sua força, apenas reconhecida por ele mesmo, agrediu os agricultores e os atormenta dizendo inclusive que tem influencia política. E, é este mesmo que tenta via judicial tomar tais terras sem ao menos plantar nada ali; eis o que Rondônia espera de tais autoridades, que se faça Justiça de verdade, dando ao povo, o que é do povo... o direito de plantar, colher, comer, evoluir...  

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