O nobre Leitor pode se perguntar, ao
avistar jovens no centro e nos bairros da cidade, como flanelinha, atoa, mendigando,
consumindo drogas, o porquê daqueles meninos(as) estarem naquela situação;
dados do IBGE garantem que a desestrutura familiar é a causa motriz para que o
individuo perca a fundamentação familiar que regule sua vida social. Partindo
deste pressuposto, constatam-se pais drogados, alcoolizados e por sua vez
falidos no âmbito empregatício dos quais restaram apenas cidadãos depressivos, frustrados
e totalmente desqualificados para lidar com os problemas circunstanciais que
lhes envolvem.
A mãe, notoriamente partindo de uma
arvore genealógica da mesma condição social, não poderia ser diferente; utilizando
os atributos sexuais e atrações corporais como melhor condição visual para se
destacar no habitat donde se vive; consequentemente, junta-se nesta salada de
desgraças as razões depreciativas de dois indivíduos advindos da mesma condição
social, o que, por sua vez, resultarão em uma trilogia de problemas para a
sociedade, quando desta união nasce o filho atraído pela mesma sorte etimológica.
Mas, o quarto participe desta fábula
macabra só aparece quando o resultado vem à tona publicamente: é o Estado, que
tem a missão de arrecadar impostos dos que podem pagar, e devolver aqueles
desafortunados que não tem condições de sobreviver sem apoio de outrem; o
estado seria para estar presente incialmente com creches educacionais para
bebes, dotadas de psicopedagogas, professoras, nutricionistas, médicos e assistentes
sociais, para que tal criança fosse acompanhada desde cedo; por outro lado,
haveria de o Estado manter o acompanhamento dos pais; com atendimentos psicológicos
das mães e dos pais, além de adequação funcional e educacional.
Eis esta força quaternária se posta
em prática, em um espaço temporal de 10 anos, teríamos uma criança trilhando o
rumo da educação e se profissionalizando, enquanto seus pais estariam evoluindo
consideravelmente no patamar condizente as suas necessidades sociais; enquanto
isto, também, teríamos menos cidadãos morando nas ruas, e jovens a serviço das
trevas sociais; mas, porque isto não acontece? Já que recursos humanos e
financeiros para tal projeto existem! Chega-se ao consenso filosófico que o ócio
é muito bom, por isso, após adversidade fracassada, o individuo se entrega ao
ostracismo, é mais fácil que enfrentar o problema; assim, todos em volta da inércia
compactuam para o sucesso do nada; neste caso a força da Lei; a quintessência deste
tema entra em cena; por força do Estatuto da Criança e do Adolescente fazer com
que a criança seja protegida; por força constitucional que todos tem direitos a
saúde, a educação e ao emprego... mas e dai?

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