quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A trilogia da desgraça: Pai, Mãe e filho do ócio.



            O nobre Leitor pode se perguntar, ao avistar jovens no centro e nos bairros da cidade, como flanelinha, atoa, mendigando, consumindo drogas, o porquê daqueles meninos(as) estarem naquela situação; dados do IBGE garantem que a desestrutura familiar é a causa motriz para que o individuo perca a fundamentação familiar que regule sua vida social. Partindo deste pressuposto, constatam-se pais drogados, alcoolizados e por sua vez falidos no âmbito empregatício dos quais restaram apenas cidadãos depressivos, frustrados e totalmente desqualificados para lidar com os problemas circunstanciais que lhes envolvem.
            A mãe, notoriamente partindo de uma arvore genealógica da mesma condição social, não poderia ser diferente; utilizando os atributos sexuais e atrações corporais como melhor condição visual para se destacar no habitat donde se vive; consequentemente, junta-se nesta salada de desgraças as razões depreciativas de dois indivíduos advindos da mesma condição social, o que, por sua vez, resultarão em uma trilogia de problemas para a sociedade, quando desta união nasce o filho atraído pela mesma sorte etimológica.   
            Mas, o quarto participe desta fábula macabra só aparece quando o resultado vem à tona publicamente: é o Estado, que tem a missão de arrecadar impostos dos que podem pagar, e devolver aqueles desafortunados que não tem condições de sobreviver sem apoio de outrem; o estado seria para estar presente incialmente com creches educacionais para bebes, dotadas de psicopedagogas, professoras, nutricionistas, médicos e assistentes sociais, para que tal criança fosse acompanhada desde cedo; por outro lado, haveria de o Estado manter o acompanhamento dos pais; com atendimentos psicológicos das mães e dos pais, além de adequação funcional e educacional.
            Eis esta força quaternária se posta em prática, em um espaço temporal de 10 anos, teríamos uma criança trilhando o rumo da educação e se profissionalizando, enquanto seus pais estariam evoluindo consideravelmente no patamar condizente as suas necessidades sociais; enquanto isto, também, teríamos menos cidadãos morando nas ruas, e jovens a serviço das trevas sociais; mas, porque isto não acontece? Já que recursos humanos e financeiros para tal projeto existem! Chega-se ao consenso filosófico que o ócio é muito bom, por isso, após adversidade fracassada, o individuo se entrega ao ostracismo, é mais fácil que enfrentar o problema; assim, todos em volta da inércia compactuam para o sucesso do nada; neste caso a força da Lei; a quintessência deste tema entra em cena; por força do Estatuto da Criança e do Adolescente fazer com que a criança seja protegida; por força constitucional que todos tem direitos a saúde, a educação e ao emprego... mas e dai?  

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