terça-feira, 27 de novembro de 2012

ARTIGOS: BRASIL DAS DESIGUALDADES SOCIAIS



 Josimar Cardoso*

O que o recém empossado presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Joaquim Barbosa afirmou em seu discurso de posse sobre a desigualdade no tratamento de brasileiros que procuram a justiça para garantir seus direitos de cidadania, todos nós já sabemos. Só que, em decorrência da hipocrisia que faz parte de nossa sociedade, raras autoridades tiveram a coragem de reconhecer essa disparidade de tratamento do judiciário.

Sendo o Brasil um país extremamente capitalista onde cada um de nós vale pelo que temos acumulado em nossas contas bancárias, a desigualdade de tratamento aos cidadãos, não é privilégio só do Poder Judiciário. Somos um pais que na realidade, não se cumpre ao pé da letra, o que reza nossa Carta Magna. O tratamento dado aos nossos irmãos de Pátria é personalizado.

Aqui, apesar do avanço no desenvolvimento econômico e tecnológico, há aqueles privilegiados pelo poder econômico ou pela sua influência política administrativa da Nação. Seja na justiça, saúde, educação, transporte, habitação, segurança pública ou qualquer segmento de nossa sociedade,, infelizmente, é gritante e evidente o preconceito social, racial, religioso ou até mesmo em relação a região onde moramos. Até mesmo a aparência física é pré-julgsada quando um jovem procura seu primeiro emprego ou quando um idoso busca sua aposentadoria por tempo de serviço ou idade.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, foi muito feliz em seu discurso quando defendeu a reforma judiciária já. Em sua opinião, com essa reforma, provavelmente, as injustiças que existem em nossa sociedade brasileira poderiam ser bem amenas. Exemplo disso poderá citar o caso de um réu que é defendido por um advogado contratado a preço de ouro e um outro que tem um representante da Defensoria Pública para defendê-lo. Nos dois casos, sabemos que o tratamento no julgamento é na realidade desigual.

Além do mais, em decorrência da dubialidade de nossas leis, é possível um réu bem representado pela sua defesa, sair de seu julgamento como vítima e absolvido, muito embora a nossa sociedade tenha plena certeza que ele de fato cometeu um crime. Enquanto isto, aquele que seja de fato e de direito inocente, ser condenado como um criminoso por não ter como pagar um bom advogado para defendê-lo. E esse fato não é raro no Brasil. Sabemos muito bem que tem acontecido muito, conforme o que a literatura jurídica brasileira já registrou.

Infelizmente, somos uma Nação das desigualdades sociais mais acentuadas do Ocidente, apesar de termos, pelo menos teoricamente, uma das constituições mais modernas do mundo. Espera-se que nestes próximos dois anos de sua gestão, o novo presidente do Supremo Tribunal de Justiça faça prevalecer o que reza nossa constituição. A igualdade no tratamento jurídico e nos demais seguimentos de nossa sociedade brasileira com o advento da reforma jurídica tão sonhada e tão solicitada por nossos juristas reformistas.
*Josimar é Jornalista e Escrito


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